15 Janeiro, 2008

O momento que me apaixonei ou "Quem já conseguiu dominar o amor?"

O mundo é engraçado. Não engraçado num sentido "haha", mas num sentido mais irônico. Meu pai sempre diz que a vida é uma roda gigante (ditado bem popular, sei, mas ele diz): quando você está em cima, não deve cuspir em quem está embaixo, porque a roda gira. Existem altos e baixos, momentos ruins e bons. Não sacaneie nas partes boas que sofrerás menos -- potencialmente, creio -- nas partes ruins. Oquei.

Tive um ano e 3/4 ruins ultimamente. Passei por vários momentos emocionais extremamente desgastantes. Acho chato essa parte, parece uma ladainha de um "emo" no seu fotolog, do maior estilo Hope is Emo. Dá um tempo. Mas acho importante falar dessas coisas para se ter noção do salto de um momento para outro. Me machuquei e machuquei muita gente nesse meio tempo. Alguns consegui salvar ainda, apesar deles não acreditarem ou não entenderem uma forma diferente de zelo.

Depois de muito machucar e ser machucado, você entra na ilusão que não entra mais nessa. "Qualé véio, com essa pra cima de mim?". Essa coisa de se entregar, amar? Tô fora!

Essa história é velha. Acho que todas situações e sentimento do mundo já foram escritas em algum livro, você que não leu ainda. E vários livros e músicas falam da pessoa que se fecha depois de um momento ruim. E depois volta a acreditar no amor. (Alguns não voltam a acreditar, também é possível, mas existe igualmente livros sobre esses "nãos".)

No meu caso, eu voltei. E o curioso foi, recapitulando os fatos, saber exatamente quando foi. 8 de novembro de 2007, entre 10:35h e 11h. Tá bom, a HORA exata já é demais. O dia com uma hora aproximada já é muito. Como uma coisa pode mudar tanto assim, em horas, minutos? Quando é o momento exato que a roda gigante pára de descer e começa a subir? "Como" acontece eu não sei, sei "Quando" e "O Que" aconteceu.

Imagine a cena bíblica: você tem potencial de ter tudo mas nada lhe agrada. Mirra, ouro e incenso? Não são esses o presente. O santo Graal é um cálice de carpinteiro, não de ouro. Um dia, uma pequena coisa -- uma-- entre 1,4GB de texto, spam-que-querem-aumentar-seu-pênis, propagandas e porcarias muda sua vida: Um e-mail, 23 linhas, 128 palavras, 597 caracteres.

"Quem já conseguiu dominar o amor?"


Depois desse dia, sua vida muda. Seu sorriso muda [piada infame inclusa - linha 5]. Seus sonhos mudam. Seus desejos mudam. Quase um "deltree /y c:\". Ainda passei por umas turbulências internas de transição, mas com uma grande ajuda graças a um cãozinho, entrei no que sinto e "de com força".

E agora? Ah, curtir a paisagem de cima da roda-gigante. Ascender, crescer com leveza. Reprogramar. Sonhar. Viver. Sorrir. Amar.


Ah ... e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito...


Cleber M

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26 Novembro, 2007

Um cão filhote ensina muito

Há uns 4 meses, pensei que nunca mais gostaria de um cachorro novamente. Sabe quando você se apega demais a uma coisa e não acredita que -- quando perdê-la -- vai se apegar a outra? Bem, comigo aconteceu isso em julho. não pude ficar com meu cão e ele foi morar distante de mim. Ele havia sido o cão da minha vida e eu tinha que me conformar, pois iria perdê-lo. A separação era inevitável para o processo.

E aconteceu. Ele foi morar numa casa melhor, com tudo que ele mais gostaria: espaço, água, criança. Me doia em pensar que não teria algo que poderia dar para ele, pois ele já tinha tudo. Meu apartamento de 72m² com uma cerâmica lisa não teria comparação. Sem espaço nem brinquedos, lamentava vê-lo, pois havia perdido.

Mas, no feriado de 12 de outubro, ele teria que passar o final de semana prolongado (no meu caso, plus prolongado) comigo. Achei que não teria o que fazer com ele, que ele não me reconheceria mais, não brincaria como antes. Não o via a quase dois meses, que ele passou em um local paradisíaco (na perspectiva de um labrador). Fiquei apreensivo e triste, me achando inútil.

Claro que no primeiro milésimo de segundo que Gandhi me viu, ficou muito feliz. E me senti um idiota, por achar que concorria com riachos e gramados. Ele me ama. Eu amo ele. Foi um final de semana excelente, fazendo qualquer coisa com ele, até ficar em casa sem fazer nada juntos.

Até ai, vi que não tinha perdido Gandhi e que amava ele demais. Mas não mudava o fato de não poder tê-lo (num futuro imediato). Mas ai, uma das cadelas que Gandhi tinha se relacionado teve filhotes. 8 lindos labs, 7 pretos e uma amarela. Um mais lindo que o outro. Tive direito a dois, um casal preto. E agora, o que fazer com filhotes?

Filhotes de labradores são coisas muito bem quistas, rapidamente eles acharam donos. Mas um teve que esperar 15 dias para conhecer sua dona. E quem ficou com o filhote até então? Eu, claro, com ajuda da minha família nas minhas viagens a Caruaru.

45 dias de idade. A coisa mais linda do mundo. Com a mesma idade que Gandhi chegou. Danado, brincalhão, carinhoso. Deus, que coisa linda! Nunca pensei que poderia gostar de outro cão. Mas o jeito que Zero-Um (como chamei para ter um nome provisório ['tira essa roupa preta que você não é labrador, é muleque!" ]) se relacionou comigo foi fantástico. Me apaixonei de novo.

Zero-Um agora está em Petrolina, sendo mimado por sua dona. Gandhi ainda está no paraíso para os labs. Hoje vejo que não perdi Gandhi, nem Zero-Um, nem a capacidade de me apaixonar.

E se inicia um novo ciclo.

Cleber M

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