Aposta Cosmicônica
Lendo um texto do Calvino que fala de apostas, especialmente de apostas de longo prazo, comecei a lembrar das apostas que fizera. E fiquei recordando que tinha uma que ficou em aberto ainda. E lembrei, hoje a essa hora, que ganhei. Estar só é uma coisa ruim, mas nesse caso me rendera a vitória.
Uma grande amiga minha tinha apostado que em 28 de julho de 2007 estaria casado novamente. Eis que ela errou. Acho que ao contrário. Mais ou menos por essa época nunca estive tão separado.
Um ponto importante é que desfiz a aposta antes. Magoara essa minha amiga e não queria manter um contato, nesse caso importantíssimo, de uma aposta. Apostar exige muita energia e fiquei com receio de acabar fazendo um mal maior.
A pergunta maior é: será se tivesse mantido a aposta teria mudado o resultado final? Ou não? Eu ganharia mesmo? Será que estaria em outra situação? Claro que são só bogagens estas perguntas. A partícula de dúvida "se" só acontece para o futuro. No passado ela se torna uma levianidade. Prender-se aos "se's" do pretérito faz as pessoas perderem as pistas do porvir.
Nem lembro o que ganharia. Mas agora não importa. Voltarei para o Calvino.
Cleber M
Mas que ganhei, ganhei...
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